“Empresas de Apoio Domiciliário propõem libertar 10 mil camas no SNS”
Em entrevista recente ao Diário da Manhã da TVI, a AEPAD esteve representada através de um membro da direção da Associação de Empresas de Apoio Domiciliário, Rita Cosme, tendo apresentado uma solução estratégica para aliviar a pressão atual sobre o Serviço Nacional de Saúde (SNS).
Com o aumento dos casos de gripe e a ocupação hospitalar a atingir níveis críticos, a AEPAD reforçou uma vez mais que, o setor privado de Apoio Domiciliar tem a capacidade imediata para colaborar com o Estado.
Os Números da Proposta
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300 empresas de apoio domiciliário operam atualmente em Portugal.
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7.200 utentes já recebem assistência nestes moldes.
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10.000 novas vagas é a capacidade disponível que o setor oferece para acolher doentes que hoje ocupam camas hospitalares por motivos sociais ou de convalescença.
Vantagens do Apoio Domiciliário em Parceria com o Estado
A proposta não visa apenas a gestão de espaço, mas também a qualidade do serviço:
- Libertação de Camas: Permite que hospitais realizem cirurgias e tratamentos urgentes que têm sido adiados.
- Eficiência Económica: O custo para o Estado é significativamente inferior ao de um internamento hospitalar prolongado.
- Recuperação Humanizada: O utente recupera no conforto do seu lar, próximo da família, o que acelera o processo de reabilitação.
- Segurança e Credenciação: Em ambiente mais seguro, sem riscos de infecções hospitalares, quedas e outras complicações fisicas e psicológicas, em casa, com a ajuda do Estado, as famílias poderiam levar os seus familiares para casa, evitariam de ter de recorrer-se de respostas no mercado ilegal ou mesmo, procurar lares ilegais, onde a oferta é sempre mais económica mas nem por isso mais segura. A Parceria entre os SAD privados e o Estado permitiria que este, pudesse utilizar as empresas licenciadas pela Segurança Social, paa dar a resposta necessária a grande partes destes internamentos sociais.
Atualização da lei existente.
A legislação que regula o setor data de 1989 e, segundo a AEPAD, limita a capacidade das empresas privadas de colaborarem com o Estado em pé de igualdade com o setor social (IPSS) e cooperativo.
“Queremos ser a solução e a ajuda neste problema, mas a legislação precisa de ser atualizada para a realidade de hoje,” afirmou Rita Cosme.
O setor de Apoio Domiciliário posiciona-se como um parceiro vital para a sustentabilidade do SNS.
A AEPAD, reforça uma vez mais que o seus associados estão disponíveis para serem um Parceiro do Estado para ajudarem a resolver a problemática das altas hospitalares.
