AEPAD em Ação – Entrevista RTP Noticias – Dezembro 2025

 

A AEPAD apela ao Governo para que as empresas privadas possam participar em projetos-piloto de articulação entre a Saúde e a Segurança Social, tal como já acontece com o setor Social e Cooperativo.

Em entrevista à RTP Notícias, Nuno Afonso, presidente da Associação de Empresas Privadas de Apoio Domiciliário (AEPAD), defendeu que o setor privado pode ser a solução para libertar mais de 2.200 camas hospitalares atualmente ocupadas por “casos sociais” em Portugal.

Contexto de Crise

A elevada procura nas urgências devido à gripe e outras patologias sazonais está a levar ao adiamento de cirurgias. O problema central é a retenção de doentes que já tiveram alta clínica, mas que permanecem internados por falta de apoio familiar, condições económicas ou vagas em lares e unidades de cuidados continuados.

Solução Proposta pela AEPAD

O setor privado tem capacidade para acompanhar cerca de 16.000 pessoas nas suas próprias casas.

  • Capacidade Imediata: O setor pode responder em 24 a 48 horas a pedidos de apoio.

  • Equipas Multidisciplinares: As empresas dispõem de médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, terapeutas da fala e auxiliares de geriatria.

  • Apoio Permanente: É possível garantir cuidados especializados 24 horas por dia, funcionando como uma alternativa real ao internamento.

Vantagens Económicas e Sociais

Além de mais económico para o Estado, o Apoio Domiciliário ao contrário do internamento hospitalar, e oferece uma resposta mais humana, permitindo que o utente recupere no seu ambiente familiar com segurança clínica.

A AEPAD reforçou uma vez mais, a disponibilidade das empresas associadas para integrar projetos-piloto que testem modelos de articulação entre a Saúde e a Segurança Social, visando uma resposta estruturada e sustentável para o futuro.