A AEPAD apela ao Governo para que as empresas privadas possam participar em projetos-piloto de articulação entre a Saúde e a Segurança Social, tal como já acontece com o setor Social e Cooperativo.
Em entrevista à RTP Notícias, Nuno Afonso, presidente da Associação de Empresas Privadas de Apoio Domiciliário (AEPAD), defendeu que o setor privado pode ser a solução para libertar mais de 2.200 camas hospitalares atualmente ocupadas por “casos sociais” em Portugal.
Contexto de Crise
A elevada procura nas urgências devido à gripe e outras patologias sazonais está a levar ao adiamento de cirurgias. O problema central é a retenção de doentes que já tiveram alta clínica, mas que permanecem internados por falta de apoio familiar, condições económicas ou vagas em lares e unidades de cuidados continuados.
Solução Proposta pela AEPAD
O setor privado tem capacidade para acompanhar cerca de 16.000 pessoas nas suas próprias casas.
-
Capacidade Imediata: O setor pode responder em 24 a 48 horas a pedidos de apoio.
-
Equipas Multidisciplinares: As empresas dispõem de médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, terapeutas da fala e auxiliares de geriatria.
-
Apoio Permanente: É possível garantir cuidados especializados 24 horas por dia, funcionando como uma alternativa real ao internamento.
Vantagens Económicas e Sociais
Além de mais económico para o Estado, o Apoio Domiciliário ao contrário do internamento hospitalar, e oferece uma resposta mais humana, permitindo que o utente recupere no seu ambiente familiar com segurança clínica.
