No dia 6 de dezembro 2025, o jornal Público publicou um artigo de opinião que voltou a colocar o apoio domiciliário privado no centro do debate público. A reflexão apresentada — crítica, provocadora e necessária — reforça aquilo que a AEPAD tem vindo a alertar desde a sua criação: o apoio domiciliário em Portugal continua sistemicamente desajustado face às necessidades reais da população envelhecida, e é urgente modernizar o quadro legal, reforçar a integração com a saúde e reconhecer o papel fundamental das entidades privadas devidamente reguladas.
Esta nova presença da AEPAD no espaço mediático confirma algo essencial: o tema ganhou relevância nacional e deixou de ser invisível.
Um setor que já não pode ser ignorado
O envelhecimento acelerado da população portuguesa, associado à preferência clara dos cidadãos por permanecerem no seu domicílio, coloca uma pressão inédita sobre os serviços de apoio domiciliário. No entanto, persistem desafios estruturais:
- legislação obsoleta que não acompanha a realidade do setor;
- ausência de integração plena entre cuidados sociais e cuidados de saúde;
- falta de respostas suficientes em muitas regiões do país;
- desigualdade no acesso, deixando idosos desprotegidos;
- necessidade urgente de valorização dos profissionais do cuidado.
O artigo do Público evidencia novamente que quem mais perde — o idoso dependente — continua a ser a peça mais frágil do sistema. É precisamente para combater esta fragilidade que a AEPAD foi criada.
📣 A voz da AEPAD está a ser ouvida!
O facto de temas ligados ao apoio domiciliário surgirem cada vez mais em jornais de referência como o Público mostra que a mensagem da AEPAD está a chegar onde importa: decisores políticos, sociedade civil e opinião pública.
A AEPAD tem desempenhado um papel crucial ao:
- denunciar os entraves legais que impedem a expansão de respostas qualificadas;
- defender a dignidade e a segurança dos idosos e famílias que recorrem a serviços privados;
- promover a regulamentação moderna e eficaz para as empresas de apoio domiciliário;
- chamar a atenção para a urgência de integrar cuidados sociais e cuidados de saúde ao domicílio;
- propor soluções que permitam que os idosos vivam mais e melhor, no conforto das suas casas.
Este novo destaque mediático reforça a legitimidade da Associação enquanto representante nacional das empresas privadas de apoio domiciliário.
🧭 O caminho a seguir: modernizar, integrar, proteger
Portugal está num momento decisivo. O País discute um novo quadro de respostas sociais e de saúde para a população idosa — e é imperativo que o setor privado regulado faça parte ativa desta transformação.
A AEPAD defende:
- uma atualização urgente da legislação, substituindo normas de 1989 por um quadro moderno, seguro e transparente;
- a integração plena entre apoio social e cuidados de saúde, garantindo respostas contínuas e eficazes no domicílio;
- um modelo que valorize cuidadores, sem os quais não existe qualidade possível;
- a universalização do acesso a cuidados domiciliários, independentemente da região ou condição económica.
Só assim será possível garantir que nenhum idoso “perde” — como tantas vezes acontece hoje — por falhas no sistema.
🏁 Conclusão: cada notícia é um passo na mudança
A publicação no Público é mais um sinal de que a sociedade está desperta para os desafios do apoio domiciliário. Para a AEPAD, é também um incentivo para continuar a trabalhar na defesa de um setor essencial para o presente e o futuro do País.
Estaremos sempre onde for necessário — nos media, no Parlamento ou junto das famílias — para garantir que o apoio domiciliário em Portugal evolui, se qualifica e protege quem mais precisa.
pode ler o artigo na integra aqui Artigo Jornal Público – 6 de dezembro 2025
