O Hospital não é um Lar: O Desafio das “Altas Sociais” e o Abandono de Idosos em Épocas Festivas
As épocas festivas, tradicionalmente associadas à união e ao calor familiar, escondem uma realidade sombria nos corredores dos hospitais portugueses: o aumento dos casos de abandono de idosos. O fenómeno, revela uma falha estrutural no suporte às famílias e uma pressão insustentável sobre o Serviço Nacional de Saúde (SNS).
Muitos idosos dão entrada nas urgências com quadros clínicos que, embora necessitem de atenção, são rapidamente estabilizados. Contudo, quando chega o momento da alta médica, surge o impasse: não há ninguém para os ir buscar. Seja por exaustão extrema dos cuidadores informais, falta de recursos económicos ou, em casos mais graves, negligência deliberada para permitir períodos de férias familiares, estes idosos permanecem em camas hospitalares sem necessidade clínica.
Manter um idoso no hospital após a alta não é apenas um problema logístico de “bloqueio de camas”. É um risco direto para a sua saúde (riscos de exposição a bactérias multirresistentes, declínio cognitivo, perda de autonomia…)
A AEPAD defende: O Apoio Domiciliário como Resposta Estrutural
A AEPAD defende que a solução para este flagelo não passa apenas por mais camas em lares, mas sim pelo reforço do Apoio Domiciliário Especializado. Acreditamos que o setor privado tem um papel fundamental na criação de uma rede de segurança que impeça o isolamento.
O abandono de idosos é um sintoma de uma sociedade que ainda encara o envelhecimento como um fardo e não como uma etapa da vida que exige adaptação.
Na AEPAD, continuamos a trabalhar para que o apoio domiciliário seja reconhecido como a solução de excelência: aquela que protege o SNS, apoia as famílias e, acima de tudo, devolve a dignidade e a liberdade aos nossos idosos.
Convidamos todos os associados, parceiros e interessados a acompanhar estas publicações mensais, a participar com sugestões e a fazer parte ativa deste movimento coletivo que está a transformar o futuro do apoio domiciliário em Portugal.
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