Jornadas da Conexão Social e Solidão na Longevidade (ACP Conecta)

No dia 20 de maio, a sede do ACP, em parceria com o Relational Lab, no âmbito do Projeto ACP Conecta, acolheu um evento dedicado a debater o envelhecimento, a qualidade das relações e o bem-estar ao longo da vida. O debate surge numa altura crítica, já que a Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que 1 em cada 6 pessoas no mundo sofre de solidão, tornando este um dos maiores desafios de saúde pública atuais.

             

Programa

  • 14h30 — Abertura

    • Carlos Barbosa, ACP

    • Rui Marques, Relational Lab

  • 15h00 — Proteção jurídica, autonomia e dignidade na longevidade – como podem promover ou dificultar a qualidade relacional?

    • Paula Guimarães

  • 15h30 — Painel: Mobilidade, arte, cuidado e vínculo: respostas concretas para uma longevidade conectada

    • Eugénia Brandulo, DAT – Arte, Saúde e Bem-estar

    • Inês Schmidt, Associação Une-Idades

    • Luís Jacob, RUTIS (Rede de Universidades Seniores) e Ilearn55+

    • Margarida Quinhones, Movimento Pedalar sem Idade

    • Patrícia Matias, Atelier Maior Arquitectura e Design

    • Rita Cosme (Vogal), Associação Nacional das Empresas de Apoio Domiciliário

  • 16h30 — Conversatório

  • 17h00 — Encerramento

A AEPAD, foi convidada a participar neste painel, onde os Principais Temas Abordados foram:

  • O impacto direto das relações na saúde física e mental (a saúde também é social).
  • A importância da intergeracionalidade, da participação social e do combate à solidão.
  • A defesa dos direitos, da autonomia e da dignidade na longevidade.

 

O Papel do Serviço de Apoio Domiciliário (SAD) — Perspetiva da AEPAD

A AEPAD (Associação Nacional de Empresas Privadas de Apoio Domiciliário) participou no debate e destacou o SAD como um antídoto direto contra a solidão, assente nos seguintes pontos:

  • Cuidados Domiciliários: O SAD é a ponte que transforma o isolamento numa “solitude” acompanhada. Independentemente da idade, contrariamos a solidão, sempre que um profissional interage com quem é cuidado e sempre que damos a esta pessoa o sentido de pertença, criando laços. Sempre que fazemos a ligação da pessoa cuidada com a comunidade, através da socialização, contrariamos o declínio cognitivo ou, até quando trabalhamos as relações próximas.
  •  Impacto Biológico e Emocional: A conexão social gerada pelo Apoio Domiciliário atua, literalmente, como um “anti-inflamatório biológico”, promovendo estabilidade emocional e preservando a identidade de quem é cuidado.
  • Além de Cuidar, somos Presença: Através de uma assistência humanizada, preservamos a identidade da pessoa cuidada. Somos fonte de estabilidade emocional para quem está só, vulnerável, somos a companhia que evita a solidäo, e muitas vezes a única fonte diária de ligaçäo ao exterior de quem cuidamos.

 

O evento encerrou com um apelo à reflexäo:

Hoje cuidamos, amanhã seremos cuidados. Cuidar dos mais vulneráveis e combater a solidão não é um problema alheio, mas sim uma forma de honrar o amanhã de todos nós.