“Voltar a Casa” e “SAD + Saúde” – Cuidados domiciliários apontados como resposta para hospitais sobrelotados

A  reportagem  da SIC exibida a 14/04/2026, destaca um sistema sob enorme pressão, onde a falta de respostas na comunidade está a transformar hospitais em centros de acolhimento, prejudicando a eficiência de todo o serviço de saúde.

Esta notícia não é novidade para todos aqueles que conhecem a AEPAD,  Associação que representa em Portugal as Empresas privadas de Apoio Domiciliário, que tem vindo a alertar os vários orgãos governamentais sobre a necessidade urgente de criar uma parceria entre o setor Publico e o setor privado.

As empresas privadas de Apoio Domiciliário têm a capacidade de dar resposta a esta problemática, e continuam disponíveis para dialogar com o Estado sobre esta matéria, por forma a sermos Parceiros na solução deste problema:

  • Superlotação e Custos: Cerca de 2.800 pessoas estão atualmente “a morar” em hospitais por falta de vagas em lares ou respostas familiares. Isso representa aproximadamente 12% das camas hospitalares do país, com um custo estimado superior a 280 milhões de euros.

  • Impacto no SNS: A ocupação destas camas por motivos sociais impede o internamento de doentes agudos, levando ao cancelamento de cirurgias e ao congestionamento das urgências, onde doentes chegam a esperar dias em macas por uma vaga.

  • Debate Parlamentar: O tema foi discutido no Parlamento, focando-se num projeto de lei do PS denominado “Voltar a Casa”. O objetivo é criar condições para que estes doentes regressem ao domicílio com apoio adequado.

  • Divergências Políticas: Enquanto o PS defende uma resposta estruturante, o PSD argumenta que já existem projetos-piloto de cuidados continuados e apoio domiciliário (como o “SAD + Saúde”) e que a nova proposta não traz novidades reais nem garante o aumento imediato de camas necessário.

A AEPAD continua a defender os interesses dos SAD e das familias, e reforça a necessidade de uma melhor articulação entre os setores da saúde e da Segurança Social, para evitar que soluções temporárias se tornem permanentes.

A AEPAD continua a fazer o seu caminho, na representação dos seus sócios, utentes e famílias, estando em artculação com os diferentes grupos parlamentares, com o objectivo de sermos parte da solução.

A AEPAD está presente. Continua ativa, atenta e participativa em todos os movimentos e desenvolvimentos deste tema do nosso setor.